Data de publicação:30.08.2021<Voltar

PETROBRAS saindo do Exploratório no Onshore

A PETROBRAS está prestes a deixar a Atividade de Exploração Onshore no BRASIL. O encerramento ocorrerá a partir da formalização da venda dos blocos PAR-T-175, PAR-T-198 e PAR-T-218, inseridos no Programa de Desinvestimento e que avançaram diretamente para a  Fase Vinculante. Localizados na Bacia do Paraná, os Blocos arrematados nas Rodadas 12 (2013) e 14 (2017) são os remanescentes da Carteira Exploratória Onshore da PETROBRAS. A saída da Exploração Onshore marca o encerramento de seis décadas nessa Atividade.

Os blocos PAR-T-198 e PAR-T-218 estão localizados no extremo oeste do estado de São Paulo. A PETROBRAS já cumpriu a primeira Fase do Programa Exploratório Mínimo dos dois Ativos. Já o PAR-T-175 está localizado na porção leste do estado de Mato Grosso do Sul e a primeira Fase do Compromisso Exploratório do Ativo, que expira em 2023, ainda Não foi Totalmente Executada.

Na prática, esse desinvestimento consolida a PETROBRAS atual como uma empresa Offshore de E&P com foco prioritariamente no Pré-Sal. A saída do Onshore encerra anos de Atividades atrelada à percepção de crescimento econômico sobretudo no Norte e Nordeste do país quando a PETROBRAS chegou a operar mais de 100 Blocos em terra. Antes do boom do Offshore, as Perfurações Exploratórias Onshore, na década de 80, atingiram a média de cerca 100 poços por ano.

As Atividades em Terra da PETROBRAS iniciaram no ano da sua criação (1953). Em 1955 a companhia descobriu o campo de Nova Olinda. Em 1957, o primeiro resultado na Bacia de Sergipe-Alagoas, com a área de Jequiá. Na década de 60, ocorreram as descobertas dos campos de Carmópolis (1963), e Miranga (1965). No período de 1954 a 1968, a empresa perfurou 776 poços exploratórios terrestres dos quais 116 comprovaram a existência de novos reservatórios. Nos anos 80, as descobertas dos campos de Mossoró (1979), Canto do Amaro (1985) e Urucu (1986).

Os últimos investimentos significativos na Carteira Onshore de Exploração foram em 2013, quando a companhia adquiriu 43 blocos terrestres durante a 12ª Rodada (18 no Recôncavo, 15 em Sergipe-Alagoas, 9 no Paraná e 1 no Acre). Após a 12ª Rodada, a PETROBRAS adquiriu o PAR-T-175 (2017) que está sendo colocado à venda agora.

A estratégia da empresa tem sido ofertar os Blocos no Programa de Desinvestimento ou simplesmente fazer a Devolução da Área para a ANP. Somente em 2020, a companhia devolveu um total de 20 áreas e, em 2019, 13 ativos exploratórios terrestres. No acumulado de 2016 a 2020, a petroleira devolveu quase 50 Blocos Onshore.

No que diz respeito ao Processo de Venda, por enquanto, não há confirmação sobre os nomes das empresas que demonstraram interesse em adquirir esses blocos ofertados na Bacia do Paraná. Tradicionalmente, quando o Processo de Desinvestimento tem poucos participantes, a Gerência Executiva de Gestão de Portfólio da PETROBRAS e o Banco Responsável por coordenar o processo optam por dispensar a etapa Não Vinculante. A venda dos ativos PAR-T-175, PAR-T-198 e PAR-T-218 é vista com alguma incerteza pelo mercado, os palpites se voltam ao nome da Eneva, que já opera quatro blocos na região (PART-T-86, PART-T-99, PART-T-196 e PART-T-215) que foram adquiridos recentemente (2º ciclo da Oferta Permanente) em parceria com a Enauta.

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